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As mulheres encontram seu lugar na área de TI

Inspiração para mostrar aos empregadores que as mulheres podem fazer o mesmo trabalho que os homens no Sri Lanka.


Farha Fathima, profissional de TI, Universidade de Colombo, Sri Lanka

Quando terminou sua formação CCNA, Farha Fathima se tornou uma das primeiras mulheres a ocupar cargos no setor de TI na Micro Solutions. Para suprir a defasagem de pessoas qualificadas em TI na região da Ásia Pacífico, as empresas em países como o Sri Lanka contratam mulheres para ocuparem cargos tradicionalmente masculinos.

Procuram-se mulheres para suprir a defasagem no setor de TI

Farha se inscreveu nos cursos da Cisco Networking Academy no Instituto de Progressos em Recursos Humanos da Universidade de Colombo para estimular sua carreira e tornar-se parte da próxima geração de profissionais de TI no Sri Lanka. A carência estimada em mais de 400.000 profissionais do sistema de rede na região da Ásia Pacífico até 2016 (IDC), vem criando grande demanda por profissionais qualificados.

Farha faz parte de um número cada vez maior de mulheres que se inscrevem nos cursos do Networking Academy na região da Ásia Pacífico. Desde 1997, 28% dos estudantes da região são mulheres, o segundo percentual mais alto em todo o mundo. Mesmo assim, as mulheres encontraram dificuldades para ingressar na força de trabalho. Com frequência, os empregos na área de TI exigem que os funcionários trabalhem por longos períodos e viajem até os escritórios de clientes para fazer trabalho de campo. Tradicionalmente, as mulheres não desempenhavam essas funções no Sri Lanka e as empresas custaram a mudar essas práticas.

“Eu tentei conseguir entrevistas com alguns parceiros, mas a resposta que obtive dos especialistas do setor é que era um desafio para as mulheres ingressar nesse segmento”, afirmou Farha.

“Muitas jovens adoram trabalhar com redes, mas não acreditam que possam tentar uma carreira nessa área porque é muito difícil conseguir um emprego”, disse Kalhari Kaluarachchi, gerente de programa no Asia Pacific Social Innovation Group da Cisco. “Nós enfrentamos um grande desafio, pois o segmento não estava pronto para aceitar mulheres com certificação Cisco CCNA. Achei que era hora de mudar isso".

Conectando mulheres e empregos na área de TI

Kalhari começou a trabalhar com as mulheres em seu programa para que elas adquirissem confiança. Ela mostrou a série de TV da Cisco, Women Rock IT, que apresenta mulheres que se destacaram em várias formações na Cisco, contando suas próprias histórias para inspirar e motivar as alunas a trilhar suas carreiras na área de TI.

Kalhari entrou em contato com Lalinda Dassanayake, uma empreendedora e CEO na Micro Solutions, empresa parceira da Cisco, para discutir a contratação de jovens mulheres para o setor de TI. A empresa havia contratado 10 alunos do Cisco Networking Academy. “Eles me disseram que queriam contratar mais alunos, mas que nunca haviam contratado garotas”, disse Kalhari. “Eu disse ‘apenas tentem, pois podemos ser bem-sucedidas’.”

Eles decidiram dar uma chance à Farha e a outras duas meninas: “As meninas eram jovens, talentosas e tinham muita vontade de trabalhar. A maioria dos clientes prefere trabalhar com homens, mas Farha é muito dedicada.”

As mulheres atingem o sucesso ao lado de seus colegas

A empresa as recebeu bem e deu a elas a oportunidade de mostrar suas habilidades. Elas começaram o treinamento com os alunos da academia que haviam sido contratados primeiro. “Todos têm as qualificações técnicas”, disse Lalinda. “Elas ainda estão aprendendo sobre relacionamento com os clientes e a como se comportar no ambiente de trabalho.”

“Eu sinto que conquistei meu lugar no mercado”, disse Farha. “Estou treinando ativamente.” Farha continua seus estudos na Universidade de Colombo para se formar em TI e se prepara para uma certificação Cisco CCIE. A combinação de estudos e experiência prática vai prepará-la para uma longa carreira no setor.

“Conforme mais pessoas se conectam à Internet no mundo, mais vagas de emprego em tecnologia são abertas” disse Kalhari. “Nós trabalhamos com afinco para que mais mulheres ocupem as vagas do setor, mesmo com todos os obstáculos que elas encontram para obter um emprego.”

“Eu sei que as mulheres têm dificuldades para entrar no setor”, disse Farha. “No entanto, se pudermos atuar mais no Sri Lanka e conscientizar mais os empregadores de que as mulheres fazem os mesmos trabalhos que os homens, poderemos mudar o pensamento predominante no país.”